Governador afirmou que avalia retirar monotrilho do contrato com a concessionária e disse que não pretende privatizar as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta terça-feira, 30 de junho, que pretende rever o contrato de concessão da Linha 17-Ouro do Metrô, monotrilho que liga a rede sobre trilhos ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. A declaração foi feita durante a inauguração da estação Washington Luís, que conclui a primeira fase de operação do ramal.
A Linha 17-Ouro foi concedida em 2018 junto com a Linha 5-Lilás, mas a operação do monotrilho ainda permanece com o Metrô, já que o ramal está em fase transitória de funcionamento. Segundo o governador, o Estado avalia uma mudança contratual porque a linha tende a ser deficitária, com custos operacionais superiores à arrecadação futura com tarifas.
De acordo com Tarcísio, uma eventual retirada da Linha 17-Ouro do contrato dependeria de negociação com a concessionária. A compensação poderia ocorrer por meio de outros serviços, melhorias ou expansões em linhas já operadas pela iniciativa privada. O governador afirmou, no entanto, que a mudança só será feita se houver interesse da empresa e que ainda não há prazo definido para a decisão.
A estação Washington Luís foi entregue nesta terça-feira e acrescenta cerca de 800 metros ao trajeto da Linha 17-Ouro. Com a nova parada, o ramal passa a operar em formato inédito em “Y”, com bifurcação após a estação Brooklin Paulista e destinos alternados entre Aeroporto de Congonhas e Washington Luís.
A partir de 1º de julho, a operação transitória da Linha 17-Ouro será ampliada para o período das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira. Por enquanto, o serviço segue gratuito e sem funcionamento aos fins de semana. A operação plena está prevista para outubro, quando deverá começar a cobrança da tarifa.
O monotrilho tem extensão comercial de 6,7 quilômetros e oito estações, com ligação entre o Aeroporto de Congonhas, a Linha 5-Lilás, em Campo Belo, e a Linha 9-Esmeralda, na estação Morumbi. O projeto é apontado pelo Metrô como uma nova conexão de mobilidade para a zona sul da capital.
Além da revisão sobre a Linha 17-Ouro, Tarcísio afirmou que não pretende mais privatizar as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, consideradas as mais tradicionais do Metrô paulista. A possibilidade havia sido defendida no início de sua gestão, mas o governador disse agora que a operação estatal tem apresentado bom desempenho.
Segundo o governador, a decisão leva em conta a necessidade de preservar equilíbrio operacional no sistema metroferroviário e evitar concentração excessiva de linhas nas mãos de poucos operadores privados. Ele também citou dificuldades do mercado ferroviário, como a limitação de empresas nacionais especializadas e a resistência de operadores estrangeiros em atuar no país.
A mudança de posicionamento ocorre em meio à ampliação da malha sobre trilhos em São Paulo e ao debate sobre concessões no transporte público. Para os passageiros, o principal impacto imediato está na expansão gradual da Linha 17-Ouro, que passa a atender mais uma estação e amplia o horário de funcionamento durante a fase de testes.
Serviço ao leitor:
Usuários da Linha 17-Ouro devem acompanhar os horários de funcionamento e eventuais mudanças operacionais pelos canais oficiais do Metrô de São Paulo. A operação transitória segue gratuita, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, sem atendimento aos fins de semana nesta fase inicial.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
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Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional | Jornalista | Diretor Editorial Editor-Executivo-Regional da HostingPress Agência de Notícias de São Paulo, com atuação voltada à coordenação editorial regional, articulação com veículos parceiros e fortalecimento da distribuição de conteúdo jornalístico no Estado de São Paulo. Editor-chefe do Jornal Impacto Cotia, com foco em jornalismo investigativo, interesse público e análise crítica de temas políticos, sociais e institucionais.




