STJ condena Gladson Cameli, e cenário político no Acre se reinventa
Inelegibilidade do Ex.governador abre vaga ao Senado; Coronel Ulysses (União/PP) desponta, mas MDB lança outro nome à mesa
A condenação do governador do Acre, Gladson Cameli, na última quarta-feira (6) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) provocou um terremoto político no estado. Além de tornar o chefe do Executivo local inelegível, a decisão reconfigura alianças e antecipa articulações para a eleição ao Senado.
União Brasil e PP miram vaga
Principal novidade no tabuleiro sucessório, o deputado federal Coronel Ulysses (União Brasil) passa a ser a aposta prioritária da federação que reúne União Brasil e Progressistas. A estratégia ganha força porque a mesma federação abriu mão de indicar o nome para vice-governador na chapa da atual mandatária, Mailza Assis (PP). Com isso, Ulysses surge como o candidato natural para ocupar a cadeira no Senado.
Articulação já estava em curso
Aliados do parlamentar afirmam que a equipe do coronel já atuava nos bastidores com essa expectativa. Havia, inclusive, um plano para transformar o nome do deputado em exigência interna da federação caso Gladson perdesse o direito de concorrer. Agora, com a nova realidade jurídica do ex-governador, a tendência é que as articulações se acelerem para consolidar Ulysses como nome único da base governista na corrida ao Senado.
MDB tem plano B
Apesar do movimento da federação, o MDB também se movimenta nos bastidores. O nome da ex-deputada federal Jéssica Sales é cotado para a mesma vaga, mas, segundo fontes, ainda não há uma confirmação oficial apresentada à governadora Mailza Assis. O partido tenta costurar uma alternativa que possa unificar a base sem provocar racha.




