Barqueiros de Tarauacá ameaçam paralisação por atraso de salários
Transportadores escolares da Loacre alertam que suspendem os serviços na sexta-feira (5) se pagamentos não forem regularizados. Impasse financeiro entre Estado e empresa deixa famílias em situação de necessidade.
Os barqueiros responsáveis pelo transporte escolar de estudantes da rede estadual em Tarauacá, vinculados à empresa Loacre, emitiram um comunicado oficial alertando para uma nova paralisação de seus serviços. A interrupção está marcada para esta sexta-feira, dia 05 de setembro, caso seus salários e os aluguéis das embarcações não sejam quitados.
De acordo com o comunicado, os profissionais estão há quase três meses sem receber. A situação, considerada insustentável, levou o grupo a tomar a decisão extrema de paralisar as atividades, que são essenciais para o acesso de centenas de alunos às escolas.
“Já estamos há quase três meses sem receber e não temos outro meio de sustentar nossas famílias, pois este trabalho de transporte exige de nós dedicação, compromisso e responsabilidade”, diz um trecho da nota. Os barqueiros enfatizam que a função é sua única fonte de renda e que suas famílias já estão “passando por necessidades”.
O impasse financeiro parece envolver um conflito entre o Governo do Estado e a empresa contratada para o serviço. Segundo os barqueiros, a empresa alega não ter recebido os repasses do Estado, enquanto o Estado informa não dever qualquer valor à empresa. Este conflito deixa os trabalhadores no centro de uma disputa, sem previsão de solução.
“Agora fica a pergunta: quem está falando a verdade? O Estado? A Empresa? Para onde está indo este dinheiro?”, questionam os barqueiros no comunicado.
Eles finalizam o alerta afirmando que não podem mais ficar “de braços cruzados” aguardando uma solução e cobram uma resposta urgente das partes envolvidas para que o serviço essencial não seja interrompido e suas famílias possam ter sua fonte de sustento restabelecida.
Possível Impacto:
Caso a paralisação se confirme, alunos de comunidades ribeirinhas e distantes que dependem exclusivamente do transporte fluvial para chegar às escolas poderão ser diretamente impactados, ficando sem aulas a partir da próxima semana.
Este portal acompanha o desdobramento da situação e atualizará a matéria assim que novas informações forem disponibilizadas.